Nos dias 26 e 29 de outubro, acontece, de forma on-line, mais uma edição do Rabies In The Américas – RITA. A conferência congrega palestras, discussões sobre a raiva e apresentações de trabalhos científicos. O evento vai debater aspectos de vigilância, controle, tratamento, diagnóstico e prevenção da doença, além de oferecer um ambiente de interação entre cientistas, médicos, médicos-veterinários, funcionários de saúde pública, biólogos e outros profissionais, sob o aspecto da saúde única.

Os trabalhos científicos podem ser enviados até o dia 31 de agosto. Eles devem ser apresentados em inglês, nas modalidades oral ou pôster. O evento terá tradução simultânea em, pelo menos, três línguas: inglês, espanhol e português.

A raiva é conhecida desde séculos, porém, apesar dos esforços de governos e organizações, ainda atinge mais de 150 países e territórios e estima-se que seja a causa da morte de 59 mil pessoas todos os anos.

O médico-veterinário tem papel fundamental na luta contra a raiva. Ele atua nos sistemas de saúde, sendo também responsável por prevenção, controle, diagnóstico clínico e laboratorial da doença. Avalia fatores de risco quanto à transmissão do vírus no ambiente e em animais, visando alertar os órgãos de saúde e prevenir a ocorrência da zoonose.

Trabalhos científicos

Cada inscrição dá direito à submissão de até dois resumos. Um autor pode inscrever e apresentar dois trabalhos, podendo ser coautor de outros resumos.

A preferência do autor pelo tipo de apresentação (oral ou pôster) deverá ser informada no momento da submissão. Caberá à comissão científica confirmar ou não a forma de apresentação e avaliar os trabalhos sob os critérios de relevância, conteúdo, ineditismo, qualidade da proposta e objetivos, entre outros.

Os resumos devem seguir um dos eixos temáticos, dentre os quais estão: Raiva Humana; Raiva nos Animais Silvestres; Raiva nos Herbívoros; Vacinação em Raiva; e outros subeixos.

Confira em detalhes como enviar trabalhos científicos

Raiva

Por ano, mais de 50 mil pessoas morrem em todo o mundo em decorrência do vírus. Desde 2004, ele está sob controle, no Brasil. Até então, era um grave problema, principalmente devido à raiva urbana, transmitida por cães e gatos, mas ainda existem outros animais transmissores da doença, como os morcegos, hematófagos ou não. A doença transmitida por esses animais em ambiente urbano vem sendo identificada com frequência cada vez maior.

No mundo, a maioria dos casos de raiva humana ainda ocorre por transmissão canina, portanto, a vacinação periódica de animais de companhia e de criação e a orientação técnica quanto às formas de prevenir o desenvolvimento desta enfermidade, realizada pelo profissional médico-veterinário, são a chave no sucesso da prevenção e redução da transmissão.

Os profissionais devem estar capacitados para informar à população, identificar os sinais e sintomas e animais suspeitos, utilizando-se das ferramentas de Vigilância e Educação em Saúde.

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Assessoria de Comunicação do CFMV