Em função do agronegócio, o Brasil se consolidou nos últimos anos como um grande fornecedor de alimentos para o mundo. À frente desse trabalho se sobressai o dos zootecnistas, imprescindíveis em vários segmentos da cadeia produtiva de produtos de origem animal e são também responsáveis por alavancar a pecuária nacional. A profissão vem ganhando prestígio e já entrou no radar dos futuros graduandos, os quais esperam aliar o aumento da produtividade ao bem-estar animal e à preservação ambiental.

Para atender a essa expectativa, é preciso muita dedicação dos educadores. “Quando chegam à universidade, eles (acadêmicos) são diamantes brutos a serem lapidados para adquirir conhecimento e se tornarem cidadãos melhores”, avalia o coordenador do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Gerson Guarez Garcia, referindo-se à experiência da docência.

Com 32 anos de formado, sendo 25 deles investidos na área da educação, Garcia recorda com carinho e emoção sua primeira aula, em 1995. “Hoje, quando entro em sala de aula, a sensação é a mesma. O dia em que eu não sentir adrenalina nas veias, chegou a hora de me aposentar”, conta.

Apesar da experiência, a adaptação aos meios digitais e novas tecnologias tem sido desafiadora. “Temos de nos reinventar a cada dia”, descreve. O desafio se intensifica com a evolução da profissão e a inclusão de novos conceitos e processos, como a zootecnia de precisão, a genômica e a crescente demanda mundial pelo bem-estar dos animais de produção.

Os obstáculos, no entanto, servem de incentivo ao coordenador, que se considera realizado e feliz em contribuir na formação de novos profissionais. “Somos um país com perfil de produção de alimentos e nunca vamos deixar de ser. Portanto, precisamos de zootecnistas para alimentar o mundo, que tem fome”, revela.

Profissão em crescimento

A inauguração da primeira Faculdade de Zootecnia do Brasil ocorreu em 13 de maio de 1966, em Uruguaiana (RS). O curso se desenvolveu modestamente, até 1968, quando foi transferido para a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A primeira turma formou-se em maio de 1970.

Na década de 1970, foram registrados 11 cursos; em 1980, mais três e, em 1999, foram 12. A partir do ano 2000, a criação se intensificou, registrando 98 cursos em 20 anos. Vale destacar que 54% deles ainda não completaram 15 anos de funcionamento.

Na Região Norte, que hoje possui 20 cursos, o primeiro foi criado na Universidade Federal do Tocantins, em 2000. A tabela a seguir mostra o número de novos cursos de Zootecnia nas diferentes regiões do Brasil, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

 

Regiões do Brasil Ano de criação do curso Total
1969 a 1999 2000 a 2020
Centro-Oeste 5 17 22
Nordeste 7 25 32
Sudeste 11 22 33
Sul 4 14 18
Norte 0 20 20

 

Fonte: MEC https://emec.mec.gov.br/emec/nova, base de dados de 26/3/2021.

Gente que faz acontecer

A campanha “Zootecnista é gente que FAZ acontecer” é uma iniciativa do Sistema CFMV/CRMVs em homenagem ao Dia do Zootecnista, celebrado em 13 de maio. Ao abordar a trajetória de sucesso de profissionais nas áreas de genética, agronegócio e educação, mostramos a importância da categoria para alavancar a produção pecuária nacional e produzir alimento para o mundo. O zootecnista não espera a situação ideal para agir, ele ‘bota a mão na massa’ e faz acontecer.

Confira o hotsite da campanha e outros grandes personagens desta profissão: https://www.cfmv.gov.br/dia-do-zootecnista-2021/

Assessorias de Comunicação do Sistema CFMV/CRMVs