Quase metade dos estabelecimentos ainda não estão dentro das normas exigidas pela legislação e apresentam risco para o meio ambiente

Para conhecer a real situação dos matadouros distribuídos na Paraíba, o CRMV-PB durante o ano de 2021, catalogou mais de 100 estabelecimentos e os incluiu nas rotas de fiscalização. O foco era identificar estabelecimentos sem registro junto ao órgão, bem como a existência de um Responsável Técnico (RT) e a sua ação rotineira, o que deve constar em livro específico.

Do total de matadouros fiscalizados, 53 não estão mais em funcionamento. Outra parte está em reforma e/ou em construção.

Durante a rota de fiscalização, foi identificado que seis municípios enviam seus animais para abate no estado vizinho, foi realizada a notificação e, posteriormente, informado aos órgãos competentes tanto estaduais como federais, relatando a situação para eventual tomada de providências.

Quanto ao registro no CRMV-PB, do total fiscalizado 54% estavam registrados e, a maioria, possuía médico veterinário registrado como RT, homologado.

Em 40 estabelecimentos ocorria abate no momento da fiscalização, permitindo aos fiscais observarem com maior acurácia. Na maioria dos matadouros, a forma de abate dos animais e os aspectos higiênico-sanitários encontram-se fora do que a legislação exige, representando riscos em diversas esferas.

No que se refere ao local onde estão instalados, 37 deles encontram-se inseridos no perímetro urbano. A destinação dos dejetos oriundos do processamento dos animais abatidos, infelizmente, em 38 matadouros é canalizada para o meio-ambiente; 30 destinam para fossa e/ou lagoa de decantação e 04 deles despejam na rede de esgoto da Cagepa do município onde estão inseridos.

As fiscalizações ocorreram entre os meses de maio e outubro de 2021.