No Dia do Vira-Lata, CRMV-PB reforça a importância da saúde e da adoção responsável
Os famosos vira-latas, ou cães sem raça definida (SRD), são os grandes protagonistas dos lares brasileiros. Desde 2016, eles ocupam o primeiro lugar entre os animais de estimação mais populares do país. Eles são tão queridos que têm uma data todinha para eles: 31 de julho foi instituída para celebrar sua história, diversidade e a importância da adoção responsável.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) destaca que o Dia do Vira-Lata é também um momento de conscientização sobre a saúde e o bem-estar desses animais. Embora sejam maioria nas famílias brasileiras, os SRDs ainda representam uma parcela significativa dos animais em situação de abandono, tornando ainda mais importante incentivar a adoção responsável e o acesso aos cuidados médico-veterinários.
Dados do PetCenso 2025 mostram que os vira-latas são os preferidos na hora da adoção. Ao mesmo tempo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui pelo menos 30 milhões de animais vivendo em situação de abandono, cenário que reforça a necessidade de ampliar as ações de proteção animal e estimular a adoção consciente.
Para o médico-veterinário Altamir Costa, a adoção deve ser acompanhada de um compromisso permanente com a saúde do animal. “Um dos mitos mais comuns é o de que os vira-latas são naturalmente mais resistentes e, por isso, precisam de menos cuidados. Na prática, essa ideia não corresponde à realidade. Assim como qualquer outro cão, os SRDs podem desenvolver doenças infecciosas, parasitárias, dermatológicas e crônicas quando não recebem acompanhamento adequado”, orienta.
Independentemente da raça ou da ausência dela, todo cão precisa seguir um protocolo de vacinação definido pelo médico-veterinário, realizar vermifugação periódica, manter o controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas, além de receber alimentação equilibrada, higiene adequada, atividades físicas e consultas regulares. Os check-ups veterinários são fundamentais para identificar precocemente doenças e aumentar as chances de um tratamento eficaz, contribuindo diretamente para uma vida mais longa e saudável.
O presidente do CRMV-PB, José Cecílio, reforça que a guarda responsável vai muito além do ato de adotar. “A longevidade dos cães sem raça definida depende muito mais da qualidade dos cuidados recebidos do que de sua origem genética. Embora fatores hereditários possam influenciar algumas condições de saúde, são a prevenção, o acompanhamento médico-veterinário e a responsabilidade dos tutores que fazem a maior diferença na qualidade de vida desses animais”, explicou.
