ABRAMVET reconhece trajetórias históricas e indica novos patronos da Medicina Veterinária
Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em fevereiro de 2026, a Academia Brasileira de Medicina Veterinária (ABRAMVET) homologou a promoção de acadêmicos à categoria de Acadêmicos Eméritos e aprovou a indicação de novos patronos para cadeiras da instituição, em deliberação prevista em edital e conduzida conforme o Estatuto da Academia.
As decisões refletem o reconhecimento a trajetórias de elevada relevância científica, acadêmica e institucional, que contribuíram de forma decisiva para a consolidação da Medicina Veterinária no Brasil, seja por meio da produção de conhecimento, da formação de profissionais, da defesa agropecuária ou da atuação estratégica em políticas públicas.
Promoção a Acadêmicos Eméritos reconhece legado científico e institucional
A promoção à condição de Acadêmico Emérito representa uma das mais altas distinções concedidas pela ABRAMVET e é destinada a profissionais cuja atuação deixou marcas duradouras na ciência, no ensino e no fortalecimento institucional da Medicina Veterinária.
Foram promovidos à categoria de Eméritos os acadêmicos Domingos Isoldi Pinkoski, Hugo Edison Barbosa de Rezende, Carlos Wilson Gomes Lopes e Rômulo Cerqueira Leite, vinculados às cadeiras de números 6, 23, 24 e 40, respectivamente. As promoções reconhecem trajetórias dedicadas à formação de gerações de médicos veterinários, à produção científica de referência e à construção de políticas e instituições voltadas à saúde animal, à saúde pública e ao desenvolvimento do país.
Indicação de patronos valoriza a história e inspira novas gerações
Na mesma deliberação, a Assembleia homologou a indicação de novos patronos para as cadeiras de número 42 a 51 da ABRAMVET, iniciando pela escolha de Wilma de Albuquerque Franco. As indicações reconhecem personalidades de trajetória histórica e contribuição estruturante para a Medicina Veterinária brasileira, cujas atuações foram decisivas para a consolidação da profissão no ensino, na pesquisa, na defesa agropecuária e na vida institucional do país.
Primeira médica veterinária diplomada no estado da Bahia, Wilma de Albuquerque Franco foi fundadora da própria ABRAMVET e da Academia Baiana de Medicina Veterinária, além de professora e orientadora de inúmeros trabalhos científicos, sendo referência na formação acadêmica e no fortalecimento institucional da profissão.
Também foram indicados como patronos Ubiratan Mendes Serrão, pelos relevantes serviços prestados à erradicação da febre aftosa e da peste suína africana no Brasil, e José Alberto da Silva Lira, primeiro Secretário Nacional de Defesa Agropecuária, com atuação estratégica em programas de erradicação de enfermidades e na estruturação da defesa agropecuária nacional, especialmente nos estados da Bahia e do Pará.
A lista de patronos contempla ainda nomes de destaque no campo acadêmico e científico, como Ardson José Leal, professor da Universidade Federal da Bahia e referência em Zootecnia e equideocultura; Geraldo César de Vinhaes Torres, autor do Dicionário de Termos Zootécnicos e ex-diretor da Escola de Medicina Veterinária da UFBA; José Britto de Figueiredo e Osmani Hipólito, autores de obras clássicas sobre doenças infectocontagiosas e microbiologia, amplamente utilizadas na formação profissional.
Integram também o rol de homenageados Sérgio Coube Bogado, responsável pela implantação do Laboratório Nacional de Referência Animal, hoje LFDA-MG; Milton Thiago de Mello, pioneiro na síntese e fabricação da penicilina no Brasil e responsável pela instalação do primeiro microscópio eletrônico do país; e Alzira de Souza, primeira mulher diplomada em Medicina Veterinária no Brasil, em 1924, cuja trajetória simboliza o pioneirismo feminino e o compromisso com o desenvolvimento rural e a extensão.
Memória, ciência e compromisso com o futuro
Ao promover acadêmicos à condição de eméritos e indicar novos patronos, a ABRAMVET reafirma seu compromisso com a preservação da memória científica, a valorização do mérito acadêmico e o fortalecimento da Medicina Veterinária como ciência essencial à sociedade.
As homenagens reforçam o papel da Academia como espaço de reflexão qualificada, produção de conhecimento e articulação institucional, conectando o legado histórico da profissão aos desafios contemporâneos da saúde, da produção de alimentos, da sustentabilidade e do conceito de Saúde Única.
