Páscoa segura: nada de chocolate ou alimentos gordurosos para pets
Com a chegada da Páscoa, marcada pelo aumento no consumo de chocolates e comidas típicas, cresce também a necessidade de atenção por parte dos responsáveis por animais de estimação. O período festivo, embora seja de celebração, pode representar riscos à saúde dos pets quando há oferta de alimentos inadequados.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) reforça o alerta sobre os perigos de compartilhar alimentos com os animais, prática que pode causar desde desconfortos leves até quadros clínicos graves.
O médico-veterinário Andrei Guedes, tesoureiro do CRMV-PB, destaca que o chocolate continua sendo um dos principais vilões nesta época. A presença de teobromina, substância tóxica para diversas espécies, pode provocar distúrbios gastrointestinais, alterações neurológicas e cardíacas, podendo levar à morte em casos mais severos. Além disso, doces em geral podem conter açúcares e adoçantes artificiais, como o xilitol, prejudiciais aos animais.
Outro ponto de atenção são os alimentos preparados para consumo humano, como peixes condimentados, pratos gordurosos e itens com excesso de sal. Embora alguns ingredientes possam fazer parte da dieta animal quando prescritos por profissionais, a forma de preparo voltada para humanos os torna impróprios e potencialmente perigosos. Também há risco na ingestão de espinhas, ossos e até embalagens, que podem causar engasgamentos e obstruções.
Além da ingestão de alimentos proibidos, as embalagens de Páscoa representam outro perigo. Papéis metalizados, fitas e plásticos coloridos são atrativos para os pets e podem causar obstruções gastrointestinais graves se engolidos. Organizar o ambiente e manter o lixo bem fechado são passos simples que garantem que a celebração termine bem para todos os membros da família, sejam eles humanos ou de quatro patas.
“Datas comemorativas como a Páscoa exigem responsabilidade redobrada dos tutores. A oferta de alimentos inadequados pode desencadear quadros clínicos graves e evitáveis. A melhor forma de cuidado é manter a alimentação dos animais restrita a produtos próprios para cada espécie e buscar orientação de um médico-veterinário sempre que houver dúvidas”, destacou.
