ASSCOM
Posts by ASSCOM CRMVPB:
04 de Outubro – Dia Mundial dos Animais
Cada um de nós pode fazer a diferença no cuidado dos animais, mas o médico veterinário e o zootecnista são os maiores agentes na busca por um convívio harmônico entre essas espécies, humanos e meio-ambiente. Reconhecidos como seres sencientes, os animais apresentam características diversificadas e únicas, que exigem a atuação de profissionais com um conhecimento igualmente abrangente. No Dia Mundial dos Animais, comemorado em 4 de outubro, o CFMV reconhece a importância do médico veterinário e do zootecnista nas ações que garantem a preservação e o bem-estar dos animais.
CFMV
Médicos veterinários realizam pesquisas e ações de educação ambiental para a prevenção da hanseníase no Brasil
A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma das doenças mais antigas do mundo. Ela é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de pessoas. O que muitos não sabem é que no Brasil, a doença ainda é bastante comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos cinco anos, foram detectados novos casos da doença em 24 países nas Américas, sendo 94% das ocorrências registradas no Brasil.
A transmissão se dá de uma pessoa doente sem tratamento para outra, após um contato próximo e prolongado. Atualmente, pesquisas estão sendo feitas no Brasil por médicos veterinários que comprovem a hanseníase como uma zoonose, doença transmitida entre animais e humanos.
Nos Estados Unidos, o fato já foi comprovado, tendo sido confirmado que em 42,3% dos casos da doença, a mesma bactéria encontrada em tatus está em humanos contaminados com hanseníase. Enquanto que no Brasil, no estado do Espírito Santo, 90,4% dos pacientes relatam consumo de carne de tatu sem nunca ter contato com pacientes portadores da doença, o que sugere que os tatus podem ser a fonte de infecção para estas pessoas.
É o que afirma o médico veterinário João Marcelo Antunes, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e coordenador da Comissão de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN).
“O tatu é o melhor meio para o crescimento dessa bactéria e se torna um reservatório em que o agente se multiplica dentro dele, podendo ser transmitido a outro animal, pessoa ou ao ambiente”, explica o médico veterinário.
Foto: Arquivo pessoal. Ascom/CFMV
Ele faz parte de um grupo de pesquisadores da Ufersa, em parceria com a Fiocruz e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que busca comprovar a ligação entre pessoas contaminadas com hanseníase e tatus localizados em regiões endêmicas. “Dessa forma, o risco para consumidores de carne de tatu, especialmente resultantes da caça ilegal, se torna muito grande”, diz Antunes.
Ele alerta que a caça do animal é proibida e que as pessoas que têm contato direto com tatus podem contrair doenças graves, além da hanseníase. No Nordeste, entretanto, a caça e o consumo de animais silvestres, como o tatu, são culturais.
Outra doença comum que se dá na caça ilegal de tatus é a micose pulmonar. No estado do Piauí, já foram registrados mais de 100 casos em 40 municípios, segundo o integrante da Comissão Nacional de Meio Ambiente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNMA/CFMV), Fabiano Pessoa, que também é analista ambiental do Ibama no Piauí. A doença é transmitida por meio de um fungo presente no solo ou no animal que pode contaminar também os cães usados na caça do tatu e o próprio ser humano.
Educação Ambiental
João Marcelo ressalta o papel do médico veterinário nas pesquisas sobre o tema, ainda emergentes no Brasil. Também destaca a importância do profissional na educação ambiental e conscientização da população, especialmente das crianças. “É difícil mudar a cabeça de um adulto quando falamos de uma questão cultural, por isso a educação ambiental mais efetiva se dá por meios lúdicos, de forma pedagógica. É a nova geração que vai deixar o legado”, acredita.
Pensando em formas de evitar a transmissão de zoonoses e na exposição desnecessária das pessoas a fatores de risco, Fabiano Pessoa, em conjunto com o médico veterinário e seu colega no Ibama, Sandovaldo Moura, criaram o Projeto Liberdade e Saúde. A iniciativa nasceu com a ideia de trabalhar e discutir com a sociedade a questão do tráfico de animais, tendo como ferramenta principal a educação ambiental direcionada principalmente às crianças e aos professores.
O projeto existe desde 2006 e visa a formação de multiplicadores nas áreas de saúde pública. Entre as ações educativas, estão gibis e vídeos musicais no YouTube. As músicas falam do sofrimento dos animais escravizados pelos traficantes e contrabandistas, sendo um deles específico sobre o tatu.
Ao completar 10 anos, o projeto já havia sensibilizado mais de 4 mil professores, nas áreas de meio ambiente e saúde.
Leia mais: Atividades lúdicas ensinam o valor da vida
CFMV (acesso em 03/10/17)
Toma posse mais um concursado para o cargo de assistente administrativo do CRMV/PB
O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba – CRMV/PB, Domingos Lugo, deu posse na tarde de hoje (02) a mais um concursado que fará parte do quadro de funcionários efetivos do CRMV/PB, conforme publicada no DOU do dia 27 de setembro de 2017 .
Alexsandro Correia Eleutério foi aprovado no concurso público realizado no dia 08 de novembro de 2015 pelo Instituto Quadrix, para o cargo de Assistente Administrativo.

CONCURSO PÚBLICO 2015
O Concurso foi realizado pelo Instituto Quadrix em 2015. Para acompanhar todos as etapas do concurso acesse aqui.
CRMVPB_concurso_publico_2015_abertura
CRMVPB_concurso_publico_2015_edital_v1
Publicação da Portaria nº3 no DOU de 01 de março de 2016
DOU publicado em 12 de agosto de 2016
Publicação da Portaria nº18 no DOU de 27 de setembro de 2017
Associação Mundial Veterinária oferece 41 bolsas para estudantes de Medicina Veterinária
A Associação Mundial Veterinária (WVA) anunciou a oferta de 41 bolsas de estudos aos alunos de Medicina Veterinária de quatro regiões do mundo: América Latina (16 bolsas), África (10), África do Norte/Oriente Médio (10) e Ásia/Oceania (5).
Interessados devem preencher o formulário de aplicação e enviar ao e-mail secretriat@worldvet.org até as 12:00 (horário de Bruxelas) do dia 1º de janeiro de 2018. O documento é oferecido nas versões inglês, francês e espanhol.
Os alunos selecionados pelo Comitê da WVA serão conhecidos durante Congresso da Associação Veterinária Mundial em Barcelona, Espanha, entre 5 e 8 de maio do ano que vem.
As bolsas são de US $ 5000 (cinco mil dólares) cada, de um total de US $ 205.000. Para se candidatar, o estudante deve ser cidadão de um dos países sob a cobertura do subsídio; estar cursando segundo ou terceiro ano; e estar inscrito em uma escola reconhecida de Medicina Veterinária em seu país.
O projeto é uma parceria da WVA com a empresa MSD Animal Health. As indicações incompletas e recebidas após o prazo serão automaticamente rejeitadas.
Fonte CFMV (acesso em 02/10/17)
Instalado em Mato Grosso do Sul, entra em operação o maior frigorífico de jacarés do Brasil
O maior frigorífico de jacarés do Brasil, com o Sistema de Inspeção Federal (SIF), foi inaugurado em Corumbá-MS, nesta quinta feira, 21 de setembro. A equipe técnica da empresa é composta por 3 médicos veterinários, 1 zootenista e um biológo.
Capaz de abater 600 animais por dia, a empresa Caimasul, além da carne, também vai comercializar o couro do jacaré. “Nós já temos uma produção estimada em sete toneladas. Primeiro, estamos prestigiando a casa, ou seja, vendendo para o próprio Mato Grosso do Sul, depois, vamos vender essa carne para São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e outros Estados que já estão entrando em nosso rol de clientes novos”, disse o diretor comercial da Caimasul, Weber Girardi.
No projeto desde 2013, o zootecnista Willer Cardoso Girardi, além de ser um dos Responsáveis Técnicos (RT) e gerente da planta, atua na parte nutricional dos animais. “O jacaré tem várias peculiaridades em sua alimentação, entre elas seu fornecimento. Como o alimento está na água, muitos ingredientes são perdidos. É necessário um acompanhamento e estudo detalhado nesta área”, detalhou. O zootecnista atua ainda, na produção das rações que são ali produzidas.
O médico veterinário Eduardo José da Silva Borges, também Responsável Técnico (RT) da empresa, explicou que cuida da incubação dos ovos, cria e crescimento dos animais, manejo, controle sanitário, calendário zootécnico, entre outras atividades, “diariamente observamos os animais, seu comportamento, coletamos dados e realizamos tratamento terapêutico e procedimentos veterinários, como sutura, quando necessário”.
Além dos animais, também é dada atenção ao meio ambiente em diversas atividades, como o manejo ambiental, de forma que não gerem impactos negativos. “Trabalhamos com a natureza, então nossa primeira preocupação é manter o equilíbrio dos animais neste meio. Temos um exclusivo sistema de tratamento de água, que trata toda a água da planta e a reutiliza no sistema de produção. São tratados em torno de 350 mil litros por dia. Além disso, há o controle de resíduos, com seu tratamento e destinação adequado”, completou o zootecnista Willer Cardoso Girardi.
Além dos dois profissionais, a equipe conta ainda com um médico veterinário que atua no campo, acompanhando a reprodução e monitoramento dos animais, e com uma médica veterinária no abate dos jacarés.
O abate é feito praticamente como em bovinos, com pistola pneumática. Os jacarés são engordados no máximo até dois anos de idade, época em que atingem um peso médio de 10 kg. Depois do abate, esse peso cai significativamente e uma carcaça oferece apenas 3,5 kg de carne.
O frigorífico conta com processo completo da cadeia produtiva de jacarés de cativeiro, que vai da cria, recria, engorda ao abate com certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF), passando pela transformação em produto (carne e couro tratado em curtume) e venda.
Ascom/CRMV-MS (acesso em 24/09/17)
28 de setembro: Dia Mundial Contra a Raiva
A cada quinze minutos, morre uma pessoa infectada pelo vírus da raiva. São quase 60 mil vítimas todos os anos, a maioria delas, crianças de países em desenvolvimento. Esse é um quadro preocupante que tem no médico veterinário um importante agente de mudança: ele é o único profissional que pode atuar na prevenção da raiva nas três esferas da saúde envolvidas no contágio da doença: animal, humana e ambiental. Em 28 de setembro, data em que se comemora o Dia Mundial Contra a Raiva, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) destaca o importante papel desse profissional no combate à zoonose.
“A raiva continua a ser uma grande preocupação mundial. É uma doença negligenciada, com praticamente 100% de letalidade e alto custo na assistência preventiva às pessoas expostas ao risco de adoecer e morrer”, avalia a médica veterinária Adriana Vieira, integrante da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV/CFMV).
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de dois terços dos países do mundo ainda são afetados pela raiva e, dentre todos os casos registrados em humanos, mais de 95% são causados por mordeduras de cães infectados. Diz respeito à saúde animal, portanto, o fator mais importante a ser combatido na erradicação da doença – um ciclo de transmissão que pode ser eliminado por meio da vacinação em massa.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) estima que, para ser efetiva, uma campanha de vacinação contra a raiva deve cobrir ao menos 70% da população de cães nas zonas afetadas pela doença. A entidade calcula que, além de impedir a transmissão do vírus e salvar vidas de animais e humanos, o custo da imunização canina teria um custo quase 10 vezes menor do que os valores já investidos no tratamento emergencial de pessoas acometidas pela doença.
O médico veterinário tem uma atribuição fundamental nesse processo, atuando nas campanhas de vacinação, no controle populacional de cães em situação de rua e na conscientização da população a respeito dos princípios de guarda responsável. A vigilância e a notificação dos casos detectados também são uma importante ação de controle da doença, e mais um dever que cabe aos médicos veterinários.
“Animais que apresentem sinais neurológicos devem ser levados aos médicos veterinários e esses, por sua vez, devem avaliar o quadro geral e, se esses animais forem a óbito, o material precisa ser encaminhado para diagnóstico de raiva”, ressalta Vieira. “Alertamos também os médicos veterinários clínicos para que fiquem atentos aos animais com sintomatologia neurológica. Se esses animais forem submetidos à eutanásia ou vierem a óbito, o veterinário deve enviar o material desses animais para diagnóstico de raiva nos laboratórios de referência”, explica a médica veterinária.
Até 2030
Considerando a necessidade de medidas emergenciais contra a raiva, a OMS e a OIE, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e com o apoio da Aliança Global para o Controle da Raiva (GARC), definiram 2030 com o ano limite para a erradicação da doença em humanos. A meta foi traçada em 2015 durante a Conferência Mundial sobre “Eliminação global da raiva humana transmitida por cães: o momento é agora”, em Genebra, na Suíça.
A doença
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo humanos. O vírus pode ser encontrado principalmente na saliva e no cérebro dos animais infectados, e normalmente é transmitido para humanos por meio da mordedura de cães. O período de incubação varia entre alguns dias a vários meses mas, uma vez que os sintomas são observados, a doença é fatal.
Mais de 80% das mortes causadas pela raiva ocorrem em áreas rurais, onde o acesso a campanhas de saúde e à profilaxia pós-exposição é limitada ou inexistente. Os continentes africano e asiático são os que apresentam os maiores riscos de mortalidade de humanos, com mais de 95% dos casos fatais da doença.
Conscientização
Todos os anos, em 28 de setembro, a comunidade internacional se mobiliza para promover a luta contra a raiva. O movimento conta com eventos realizados ao redor do globo, com o objetivo de conscientizar a população, divulgar conhecimento ou imunizar animais. Conheça a Aliança Global para o Controle da Raiva, e saiba mais.
Fonte CFMV (acesso em 28/09/17)
Mapa estabelece novos procedimentos para comercialização de produtos de uso veterinário
A comercialização de substâncias de controle especial destinadas ao uso veterinário mudou. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no último dia 21, a Instrução Normativa nº 35 de 11 de setembro de 2017, que estabelece novos procedimentos para os médicos veterinários que prescrevam medicamentos que contenham essas fórmulas, e também para todos os estabelecimentos que fabricam, armazenam, comercializam, manipulam, distribuem, importem ou exportem esse tipo de substância.
A instrução normativa institui, pela primeira vez, a exigência do registro no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro). Desde 2014, quando foi publicada a Instrução Normativa nº 25 da Subsecretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), já era obrigatório o cadastro dos médicos veterinários junto ao Mapa para a prescrição ou aquisição de produtos da lista de substâncias de controle especial, mas a forma de cadastro ainda não havia sido definida – o Sipeagro só viria a ser disponibilizado em 2015, com a publicação da IN nº 34 do Mapa.
Agora, a nova IN nº 35/2017 substitui a IN nº 25/2012, e preenche a lacuna deixada pelo antigo texto ao especificar o novo sistema eletrônico como ferramenta para esse registro. “Antes o controle era muito difícil. Com o Sipeagro é muito mais ágil, e o controle é feito de uma maneira muito melhor”, avalia Silvana Gorniak, representante do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) na Comissão Intersetorial de Vigilância Sanitária e Farmacoepidemiologia do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
O sistema também permite a rastreabilidade dos produtos desde a fabricação até a comercialização, além de facilitar o trabalho do médico veterinário, que não precisa mais se dirigir a uma unidade regional do Mapa para obter os números de cadastro necessários para a prescrição dessas substâncias. “Foi um grande ganho para o médico veterinário, que terá uma agilidade muito grande para obter as notificações de receita e para notificar o Ministério”, aponta Gorniak.
Cadastro
Somente por meio desse sistema o médico veterinário poderá prescrever notificações de receita de substâncias sujeitas a controle especial. Portanto, alerta Gorniak, todos os profissionais devem buscar regularizar a sua situação junto ao Sipeagro o mais breve possível. “Com o cadastro, ele já poderá imprimir as notificações de receita pelo sistema”, ressalta a médica veterinária.
Para realizar o cadastro, basta acessar a página do Sipeagro, preencher o formulário, criar um login e enviar o comprovante de inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu estado para a análise do Mapa. Todas as instruções para o cadastro estão disponíveis no site do Sipeagro.
Após o deferimento do registro, o profissional poderá usar o Sipeagro para emitir e acompanhar as notificações de receita de medicamentos de uso controlado de forma totalmente eletrônica.
Outras mudanças
Entre as demais mudanças trazidas pela IN nº 35 está também a atualização da lista de substâncias de controle especial, introduzindo na relação, segundo os critérios do Mapa, substâncias importantes do ponto de vista de saúde pública. Também foram retirados da antiga lista de controle especial os medicamentos que não apresentam risco que justifique a sua manutenção na categoria de controlados, como a somatotropina e a ivermectina. Os antimicrobianos não estão incluídos na instrução normativa.
A preparação magistral veterinária sujeita a controle especial agora também está sujeita à prescrição de um médico veterinário. A substância deve ser prescrita pelo médico veterinário em seus formulários usuais de prescrição, em três vias, a primeira destinada ao proprietário do animal, a segunda via destinada ao estabelecimento manipulador e a terceira via destinada ao médico veterinário que prescreveu o produto.
Fonte CFMV (acesso em 270917)
CFMV solicita à Anvisa o fim da exigência da presença de farmacêutico em estabelecimentos veterinários
Preocupado com o fato de que algumas Vigilâncias Sanitárias dos Estados e Distrito Federal estarem exigindo a presença de farmacêutico em estabelecimentos veterinários que utilizem “produtos que exigem controle especial” da linha humana, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) se reuniu, mês passado, com o Diretor de Regulação Sanitária (DIREG) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Renato Alencar Porto. Durante a reunião, a questão foi amplamente debatida e os argumentos do CFMV expostos.
Na última quarta-feira (20/09), o CFMV enviou um oficio à Anvisa. No documento, a autarquia solicita à Agência “a adoção das medidas suficientes à padronização, em âmbito nacional, da fiscalização de modo a afastar a presença do profissional farmacêutico em estabelecimentos veterinários, mesmo quando esses locais empregam produtos que exigem controle especial da linha humana”. De acordo com o CFMV, não há nenhuma justificativa que concorra para tal, ou seja, que beneficie o médico veterinário ou o paciente animal. O CFMV ressalta que, nesses locais, é obrigatória a presença de um médico veterinário como responsável técnico.
Para o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda, a exigência de farmacêutico como RT em hospitais e clinicas veterinárias é “demonstração de total e absurda falta de conhecimento do campo de atividades das diversas profissões”.
“Essa exigência por parte de algumas Vigilâncias Sanitárias dos estados está dotada de agressão constitucional , ao tentar impedir o livre exercício do médico veterinário de atividades que lhe são privativas. Estamos atentos a toda e qualquer invasão no campo exclusivo do médico veterinário, qualquer que seja outra profissão ou área de conhecimento”, declarou Arruda.
No texto enviado, o CFMV exemplifica e ratifica seu posicionamento. Dentre vários outros argumentos, o Conselho expõe o fato de o farmacêutico não ter autorização de realizar a dispensação de medicamentos aos pacientes veterinários, já que essa é uma competência exclusiva do médico veterinário. “Esse profissional, além de não ser autorizado por lei, não possui formação específica, tanto básica como aplicada, nas diversas disciplinas (como, por exemplo, anatomia veterinária e fisiologia veterinária, patologia veterinária e, principalmente, a farmacologia aplicada à Medicina Veterinária), as quais estão contempladas somente na grade curricular do curso de Medicina Veterinária”, descreve o ofício.
CFMV (acesso em 26/09/17)

